Boa noite a todos.
Esses dias navegando pela internet, achei um blog muito interessante, que é o http://www.gravidasolteira.com.br/, é um site/blog do qual ajuda muitas mulheres que são mães solteiras.
Não sou mãe solteira, pois tive o apoio do meu namorado desde o inicio. Mas com a minha gravidez tivemos que acelerar um pouco o processo das coisas: noivado, casamento e etc. Mas organizar tudo isso não foi fácil... Ia marcar o meu casamento no dia do meu aniversário, mas meu pai ficou doente e esteve internado, minha sogra também teve alguns problemas de saúde e precisou de ser internada, ou seja não rolou. E com isso... fomos adiando... No mais, continuo em minha casa, pois agora para casar, eu quero ter minha casa.
Por enquanto estou improvisando as coisas do Davi aqui mesmo, mas quando vejo alguma mamãe arrumando quartinho, enfeitando e tudo mais, me dá um aperto no coração por não estar fazendo isso também. É meu filho, ele merecia...
E com isso, vou percebendo que por mais que você esteja com alguém, que esse parceiro te ajude e até seja companheiro, gravidez é uma coisa que tem uma ligação enorme com a mulher. Nosso corpo muda, nosso humor muda, nossa rotina muda, nosso paladar muda.. enfim, coisas e sentimentos que venho sentindo, sozinha.
E nesse blog achei uma postagem sobre RESILIÊNCIA, uma palavrinha da qual já tinha ouvido falar antes. E é algo que preciso muito nesse momento, então vou colocar o que significa aqui...
Resiliência (psicologia)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003), que estudou a resiliência em organizações, argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.Administração de emoções
Refere-se à habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse. Ressalta que pessoas resilientes quanto a esse fator são capazes de utilizar as pistas que leem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a autorregulação. Segundo esse autor, quando essa habilidade é rudimentar, as pessoas encontram dificuldades em cultivar vínculos e, com frequência, desgastam no âmbito emocional aqueles com quem convivem em família ou no trabalho.Controle dos impulsos
Um segundo fator é o controle de impulsos, que se refere à capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema neuromuscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente pela experiência de uma emoção. O autor explicita que as pessoas podem exercer um controle frouxo ou rígido do seu sistema muscular, visto que esse sistema está vinculado à regulação da intensidade das emoções. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O controle de impulso garante a autorregulação dessas emoções ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções, tornando o grau de compreensão do autor mais sensivel e apurado mediante a situação.Otimismo
Um terceiro fator é otimismo. Nesse fator, ocorre na resiliência a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.Análise do ambiente
O quarto fator é a análise do ambiente. Trata-se da capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presentes no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro ao invés de se posicionar em situação de risco.Empatia
A empatia é o quinto fator que constitui a resiliência, significando a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos)(colocar se no lugar do outro).Autoeficácia
Autoeficácia é o sexto fator, que se refere à convicção de ser eficaz nas ações propostas.Alcance de pessoas
O sétimo e último fator constituinte da resiliência é alcançar pessoas. É a capacidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas para viabilizar soluções para intempéries da vida, sem receios e medo do fracasso.Desdobramentos a partir de 2006
No transcorrer de novas pesquisas, o Prof. Dr. Barbosa [SOBRARE] constatou a necessidade de ampliar sua investigação científica na temática da resiliência, pesquisando o mapeamento de oito modelos básicos de crenças. Esse desdobramento, conhecido como Quest_Resiliência, é estruturado com uma abordagem teórica da terapia cognitiva, da psicologia positiva e da teoria geral dos sistemas, cobrindo oito Modelos de Crenças Determinantes (MCDs), relacionados à resiliência a partir de uma abordagem psicossomática.De 2006 até agora, as pesquisas possibilitaram ampliar os entendimentos sobre a resiliência. É vista agora como o resultado de crenças determinantes que se organizam em blocos denominados modelos. Esses MCDs são estruturados desde a primeira infância. São crenças que se aglutinam quando vamos conhecendo/aprendendo/experimentando os fatos da vida com aqueles que nos cercam. Os MCDs são:
- MCD de autocontrole - capacidade de se administrar emocionalmente diante do inesperado. É amadurecer no comportamento expresso, uma vez que será esse comportamento que irá ser lido pelas outras pessoas;
- MCD de leitura corporal - capacidade de ler e organizar-se no sistema nervoso/muscular. É amadurecer no modo de lidar com as reações somáticas que surgem quando a tensão ou o estresse se tornam elevados;
- MCD de otimismo para com a vida - capacidade de enxergar a vida com esperança, alegria e sonhos. É a maturidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão está fora de suas mãos;
- MCD de análise do ambiente - capacidade de identificar e perceber precisamente as causas, as relações e as implicações dos problemas, dos conflitos e das adversidades presentes no ambiente;
- MCD empatia - capacidade de evidenciar a habilidade de empatia, bom humor e de emitir mensagens que promovam interação e aproximação, conectividade e reciprocidade entre as pessoas;
- MCD autoconfiança - capacidade de ter convicção de ser eficaz nas ações propostas;
- MCD alcançar e manter pessoas - capacidade de se vincular às outras pessoas sem receios ou medo de fracasso, conectando-se para a formação de fortes redes de apoio e proteção;
- MCD sentido de vida - capacidade de entendimento de um propósito vital de vida. Promove um enriquecimento do valor da vida, fortalecendo e capacitando a pessoa a preservar sua vida ao máximo.
Eu sei que coloquei uma definição longa, porém, achei extremamente necessário para quem está passando por alguma situação na vida, do tipo: o que irei fazer? Como irei agir ou reagir?
Fazia algum tempo ou pra ser mais sincera, ANOS que eu não lia algo sobre psicologia, e me identifiquei muito.
Vejo que em vários momentos da minha vida, precisei de uma atitude resiliente, mas algumas vezes agi da forma errada, ou seja, agi em desacordo com o ambiente, não controlei meus impulsos ou emoções, perdi o foco o sentido da vida, administrei mal minhas emoções, falta de postura, enfim tudo isso englobou minha falta de maturidade de lidar com a situação.. não me arrependo de forma alguma de ter agido como agi, faria novamente, porém de forma diferente. Creio que a unica linha de uma atitude resiliente que eu tive foi: alcançar pessoas, isso pelo menos eu tentei, com minha empatia, autenticidade e transparência.
Como está no blog, estou buscando uma atitude resiliente: “Assim que comecei a escrever o blog eu buscava uma atitude resiliente (capacidade de regenerar-se mesmo após forte pressão) através das palavras. Foi aí que percebi que ser resiliente consiste em se perguntar: “O que vou fazer com a minha ferida? Vou me refugiar em devaneios e deles extrair pepitas de beleza que me permitirão tornar o real suportável e às vezes até embelezá-lo!” assim diz a autora do blog.
Eu tenho um blog chamado procura-se gargalhadas e amor, e quando fiquei grávida simplesmente abandonei o blog, porque achei que algumas pessoas que liam sobre meu blog frequentemente, não precisariam de saber o que se passa no minha gestação. Só que mesmo eu não colocando nada no blog, algumas pessoas das quais eu não gostaria, acabaram descobrindo sobre minha gravidez. Um momento que é meu... divulgo no meu facebook porque ali eu seleciono as pessoas (procedimento mais exclusivo a partir de agora).
Toda mulher nasce para ser mãe, nosso instinto materno se exterioriza em vários momentos em nossas vidas, quando cuidamos de nossas amigas, por exemplo. Algumas mulheres tem esse instinto mais aflorado, outras não. Eu sempre tive isso, mas mesmo assim quando vi que estava grávida foi um baque e tanto pra mim.
Meus planos, meu foco, meu objetivo... mudaram. E pior, não tive mais controle sobre minha autonomia e liberdade. Mas isso não é culpa da gravidez, mas do contexto ao meu redor. Pra ser mais explicita, as pessoas ao meu redor olham pra minha cara, meu jeito e acham que eu não tenho capacidade de cuidar de um bebê, ou seja... ouço de tudo e mais um pouco. É na hora de organizar um chá de bebê, é na hora de arrumar uma gaveta... não sei se é porque estou grávida, mas estou mais sensível e determinadas coisas me deixam mais irritada ainda. Porque o filho é meu, ele está na minha barriga e eu que vou gerá-lo. Ninguém vai poder fazer isso no meu lugar... ninguém vai poder sentir isso no meu lugar.
Apontar alternativas? Ninguém aponta... Porém palpite, é a coisa mais fácil que se pode fazer né. Por não ter esse tipo de atitude com os outros, eu não gosto que tenham essa atitude comigo. Sempre que uma amiga tem algum problema, eu procuro apontar soluções, não empurrar a pessoa mais pra baixo. Ninguém gosta de ouvir palpites, por mais que tenha uma auto estima elevada...
E com isso, lá se foi minha autonomia e liberdade, gente que eu nunca vi na capinha do ki-suco, nem na caixinha do leite como perdido (como diziam os manos da Dionísia...) dando pitacos como se fossem meus amigos de infância, e eu sinto que de repente estão invadindo minha vida.
É sempre aquela desculpa: olha é porque eu sou sincera, olha é porque eu já tive 15 filhos... Mas dá vontade de responder: e ai, quem te perguntou?
E daí, mesmo diante disso, eu tenho que manter meu sorrisinho amarelo e dar tchau como uma miss... logo eu, que prezo a transparência. Mas não consigo disfarçar, até quem é cego percebe como não me sinto bem...
Não entendo porque esse tipo de atitude de se achar tão superior para poder falar o que quiser e bem entender para outra pessoa, sem passar por aquele filtro: será que vou magoar essa pessoa? Acho que quem faz isso, não se importa mesmo.
Tanto porque, a maternidade é um instinto da natureza da mulher, por mais que a mulher não tenha cara de mãe, seja mãe de primeira viagem, ela tem todo direito SIM, de progredir, de ser uma ótima mãe... afinal ninguém nasce sabendo.
Daí, nesses momentos somos obrigadas a com-viver com determinadas pessoas que não gostam da gente, apenas nos engolem, mas demonstram eterno amor, em uma máscara (e eu pensei que estava livre disso...) e nossos amigos de verdade, que nos apóiam, que estão ao nosso lado, que nos entendem e compreendem, mas que também tem seus problemas, sua rotina de vida, suas tarefas... e de certa forma tem aquele distanciamento, mas que se desdobram em mil para falar uma palavra de encorajamento, de otimismo, de confiança... de amor. E eu só estou agüentando tudo isso, porque tenho duas amigas do meu lado, que entendem meu lado e me apóiam muito. (porque esses homens nunca nos entendem, essa racionalidade e objetividade deles pra resolver uma questão me deixa aguniada.. RS)
E enquanto isso, vou buscando uma atitude resiliente...eu tenho mais três meses para fazer isso. Talvez de certa forma, eu tenha perdido minha resiliencia com o tempo. Quando eu era mais nova eu era mais otimista e apegada com o futuro, depois eu passei a viver só o presente e acho que isso deixou minha visão mais fechada. O Davi veio com a missão de mudar o foco da minha vida. No sentido profissional, pessoal, saúde... Sério gente.. com ele, muita coisa vai mudar. Antes de dar um pitaco no serviço agora pensarei: tenho um filho pra criar. Saúde então.. nem se fale, eu não suportava ir ao médico, ainda não gosto muito. Mas quando ele nascer, vou esperar alguns meses para fazer um check-up porque com saúde não se brinca... E tudo que eu vejo na TV eu penso: e se fosse meu filho? Pode ser a coisa mais banal do mundo...
Tentarei controlar meus impulsos, administrar minhas emoções (por mais que isso dê um nó na minha garganta, por ter que engolir sapo..) mas é o que tenho que fazer, tanto porque as pessoas não ligam para aquilo que você fala... mas para aquilo que faz, então mudança de atitude é tudo.
Voltar a ter meu otimismo, ser visionária, pensar no futuro, ver que as coisas vão mudar, ver mais esperança em meus sonhos... aprofundar em meus desejos e objetivos e obter um foco, que é meu filho, para lutar até o fim por ele.
Analisar mais os ambientes... olha que faço isso e muito! Não sou bruxa, não tenho guia, mas simplesmente eu pego a energia do lugar, eu sinto a energia das outras pessoas e sei quando gostam ou não de mim... se estão com boas intenções. Eu nunca segui minha sensibilidade, por isso já dei várias cabeçadas na vida, mas vou começar a utilizar com mais freqüência esse dom. Eu sou tipo um animal, eu tenho que ter meu habitat. Em qualquer ambiente.. profissional, casa da sogra, casa da amiga.. eu tenho que me sentir em casa. Sou igual o cachorro que faz xixi pra marcar território? Sou eu... eu gosto de marcar território... e aqueles ambientes dos quais não acho seguro, tento evitar ao máximo...pra não ter fadiga. Mas agora com o Davi, não sei como vou fazer pra evitar isso. Se eu conseguir passar da fase de adaptação, que já era pra ter acontecido, PARABÉNS TATIANE. Porque olha, ta difícil minha gente..
Empatia eu sempre tenho... eu me coloco no lugar do outro. Acho que antes os outros eram mais o foco da minha vida do que eu mesmo. Mas é difícil você buscar empatia em um ambiente do qual deveriam ter empatia com você.... entenderam? Um ambiente do qual estão prontos para te atacar.. acho desnecessário eu ter que ficar mostrando toda hora que sou assim, assado, daquele jeito e etc. Quem me conhece sabe e pronto. Não preciso fazer estampando nada...tanto porque estaria fingindo e isso não é minha cara.
E alcançar pessoas? Pra mim todas essas pessoas são uma só, tipo, farinha do mesmo saco.. me deu até preguiça de escrever sobre isso RS...
Bom, são esses os tópicos, e as coisas que tentarei fazer... depois vou escrevendo aqui para desabafar como está sendo essa tentativa..
Beijos a todos, fiquem em paz!

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